Quarta, 28 de Outubro de 2026
REPÓRTER24HORAS - Edivaldo Domingos Operação Kriptonita

Organização criminosa suspeita de furtar Hilux e levar veículos ao Paraguai, alugava chácaras e promovia festas e churrascos após os furtos em Umuarama

Operação Kriptonita tem 7 mandados de prisão e duas ordens de internação provisória de adolescentes.

28/10/2026 às 08h11
Por: Edivaldo Domingos
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Foto: PCPR
Foto: PCPR

A Polícia Civil do Paraná (PCPR) deflagrou, na manhã desta quarta-feira, a Operação Kriptonita contra um grupo suspeito de furtar caminhonetes de luxo, principalmente Toyota/Hilux, e levá-las para o Paraguai.Ao todo, a ação busca cumprir sete mandados de prisão preventiva, dois de apreensão e internação provisória de adolescentes e 11 de busca e apreensão domiciliar. As ordens judiciais são cumpridas em Umuarama, Alto Piquiri, Guaíra e Perobal.

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A operação é coordenada pelo Setor de Crimes Patrimoniais do Grupo de Diligências Especiais (GDE) da 7ª Subdivisão Policial de Umuarama, com apoio da Polícia Militar e da Força Nacional de Segurança Pública.

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Segundo a Polícia Civil, o esquema era comandado de Umuarama por um homem conhecido como “Forte”. Ele tem um mandado de prisão em aberto relacionado a uma condenação por tráfico de drogas no Rio de Janeiro.

A investigação também aponta que o suspeito liderou uma fuga da cadeia pública de Assis Chateaubriand, em 2025. Na ocasião, conforme a polícia, agentes penitenciários foram rendidos e mantidos como reféns. Os presos fugiram com veículos e armas da unidade.

De acordo com a PCPR, o grupo tinha divisão de tarefas e recrutava pessoas de Joinville, em Santa Catarina, para atuar no Paraná. O suspeito de liderar a organização pagava despesas de viagem, combustível e aluguel de imóveis usados como base.

Ainda conforme a investigação, adolescentes eram recrutados para identificar veículos que poderiam ser furtados e dirigir as caminhonetes até a fronteira com o Paraguai, onde seriam entregues a receptadores.

A polícia afirma que o líder também alugava chácaras na região para promover festas e churrascos após os furtos.

Durante as buscas, os policiais procuram equipamentos eletrônicos usados para programar chaves de veículos, dispositivos para burlar sistemas de ignição, ferramentas de arrombamento, placas clonadas, armas, dinheiro e aparelhos que possam auxiliar na investigação.

A PCPR apura suspeitas de organização criminosa armada e transnacional, furto qualificado, corrupção de menores e lavagem de dinheiro.

As diligências seguem em andamento. O balanço de prisões e apreensões será divulgado pela Polícia Civil após o cumprimento das ordens judiciais.

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